sexta-feira, 27 de março de 2015

A (DES)CONFIANÇA NO MUNDO

As notícias de hoje dão conta de que José Sócrates poderá não ser o autor do (seu?) livro "Confiança no mundo", que apresentou com pompa e circunstância de Estado em 2013, com prefácio de Lula da Silva.
A ser verdade, é mais uma acha numa fogueira de esquemas, aldrabices e mentiras em que o ex-primeiro ministro parece arder paulatinamente de há meses a esta parte.
E deixa mais uma suspeição que se junta a um já robusto número de outras suspeições que rodeiam o homem que, convém não esquecer, governou este país durante quase sete anos.
Tudo isto deixa claro que o voto é um ato de enorme responsabilidade cívica e o poder que ele confere, pode ser sempre usado ao (bom e mau) critério do beneficiário.
Sócrates teve maioria absoluta. Muita gente confiou nele e achou-o capaz de governar o país depois do "caos" de Durão Barroso e Santana Lopes.
Sócrates governou, abusou e com a confiança que muita gente nele depositou, lançou o país num caos ainda mais caótico do que o de Durão/Santana. Provou que é sempre possível pior e provou que a confiança é tão, mas tão dificil de conquistar e tão fácil de desbaratar...
E o livro, pasmemos, é sobre a "tortura em democracia". Passando um olhar esconjurador sobre toda a história recente do (putativo) autor, "tortura em democracia" é, em bom rigor, aquilo a que assistimos. A tortura de assistir a tanta "história" mal contada, que aconteceu e acontece sob o aconchegante manto da democracia, ambas caucionadas pelo voto. Pelo nosso voto.
Deixo uma daquelas frases de filme, que ficam na memória porque ditas por atores conhecidos, em circunstâncias do argumento que se cimentam a si mesmas: 
"- Só confio em duas pessoas. Uma sou eu e a outra não és tu!*"

* Nicholas Cage, no papel de Cameron Poe, no filme "Con Air - Fortaleza voadora".

quinta-feira, 26 de março de 2015

DAS LAGARTAS DE FERRO

Foto: Barry Adams

Tenho muitos milhares de quilómetros feitos neste comboios, encabeçados por estas máquinas. Comboios de inox, demasiado característicos para não se reparar neles. Muitas viagens, quase sempre cheias de gozo e satisfação, mesmo que algumas em condições precárias... Julgo até que prefiro o comboio ao avião como meio de transporte.
Estas locomotivas, da série 2500 e 2550 eram uns "caixotes" sem arrojos de estilo ou performance. Atingiam uns módicos 120 km/h e uma das suas características principais era o seu apito grave, imponente, que as identificava por entre as demais. Qualquer pessoa que viajasse de comboio, sobretudo na Linha do Norte (Lisboa-Porto), ao ouvir o seu apito, identificá-las-ia, mesmo antes de elas surgirem na dobra de uma curva.
As principais memórias que tenho sobre elas viajam à cabeça dos lendários/míticos comboios Inter-Regionais, que consistiam em colossais composições híbridas, de passageiros, carros e mercadorias, de várias carruagens - pelo menos duas de 1ª classe e depois umas 7 ou 8 de 2ª classe e que, muitas vezes, incluiam também um vagão de transporte de automóveis e outro onde viajavam pequenas mercadorias e eventualmente, correio.
Neles pontificava toda a sorte de gente e uma experiência de viagem neles era um incomparável exercício de antropologia sobre carris, cheio de surpresas, algumas nem sempre agradáveis, outras no limbo do surreal...
As mais impressivas viagens (entre outras) foram as muitas efetuadas de noite, entre Coimbra e Vila Franca de Xira, durante os vários meses em que tive de cumprir o serviço militar, na Escola Alunos Marinheiros, naquela cidade à beira do Tejo.
Algumas delas foram feitas de madrugada, o comboio partia de Coimbra por volta das 03:00h e demorava umas duas horas e meia até Vila Franca.

 Foto: Barry Adams

Dentro das carruagens, a abarrotar de militares, ciganos e (alguma) gente comum, era complicado arranjar lugar para sentar e recordo algumas viagens feitas em pé, descansando um pé de cada vez, tentando manter o equilíbrio perante os abanões que a (ainda) não modernizada linha provocava, lutando contra o sono, guardando a bagagem e esperando que o tempo passasse. No Entroncamento saiam muitos militares do Exército e daí para a frente a viagem até brindava (por vezes) um lugar sentado...
Nas carruagens-salão, era frequente ver militares ensonados acertando o sono nas prateleiras, no chão dos corredores, por baixo dos bancos, junto à entrada, onde houvesse espaço...Alguns vinham já com muitas horas de viagem, uma vez que provinham de locais remotos do interior norte e centro, pouco mais que afastados de tudo e de todos.
Nas carruagens-compartimento, abrir a porta para procurar lugar era uma experiência única, uma vez que nunca se sabia quem e o que encontrar lá dentro. Lembro-me, assim só para exemplo, de ver caixas de pintos, uma pequena jaula com coelhos, cestos de couves e batatas, malas com tudo e mais alguma coisa, pessoas que nos olhavam com um ar neutro, por vezes descalças e um certo cheiro também tão certo com elas, outras que nem viravam a cara e logo a seguir a porta fechava-se, para dois metros à frente se abrir outra e outros ou os mesmos cenários se repetirem.
Os desgraçados dos revisores tinham um trabalho absolutamente inenarrável, uma vez que tinham de (tentar) caminhar por entre um mar de gente e coisas, mantendo a sua compostura, acordando como podiam os militares ensonados, sujeitando-se a toda a sorte de insultos e tratamentos, sempre com as respetivas mães evocadas de forma pouco recomendável... De noite, de madrugada, em sítios ermos, isolados, cujo silêncio apenas o deslize das carruagens nos carris cortava e, de quando em quando o apito...
...O apito da locomotiva a cortar a noite, as luzes a passarem velozes pelas janelas, da sensação de que o comboio circulava a uma velocidade louca porque a linha era irregular e os safanões davam a sensação de que o comboio ia mesmo muito rápido, pronto a desintegrar-se, mesmo sabendo que na melhor das hipóteses seguiria a 120 km/h, outras vezes o comboio parava no meio do nada porque o sinal vermelho assim o obrigava e se demorava, as perguntas eram certas: Porquê? Será que avariou? Alguém se jogou à linha? e na maioria das vezes, apenas um comboio de mercadorias que ia uns quilómetros à frente, mais lento e que fechava os sinais para quem vinha atrás.
Chegar ao destino era, no fim de tudo isto, uma sorte mas, sobretudo, um alívio.

sexta-feira, 20 de março de 2015

ECLIPSE SOLAR DE 20 DE MARÇO DE 2015

Lembro-me dos "velhotes" da minha terra, alguns analfabetos, que se referiam ao "Eclipse Solar" como, "Aclipe Solar". Noutros tempos, em que a ignorância era quase lei, era coisa do demo.
De resto, das recordações de outros eclipses solares, recordo um, em especial, ocorrido algures nos finais da década de 70 ou no início da de oitenta, altura em que era tenra a idade, mas que gravou perenidade a imagem de um céu limpo vespertino e um luz atmosférica que misturava
     visto agora a distância e com o que a memória permite reproduzir
uns tons sépia e que nos transportavam para uma atmosfera pós-apocalíptica, uma vez que o conceito e a pressão da guerra fria assim o tratavam de pintar na minha ingénua cabeça.
O Eclipse de hoje, visto aqui do Calhau, foi "fraquinho". Muitas nuvens não o deixaram revelar-se e os módicos cinquenta e picos por cento de sobreposição não se deram a grandes sensações.
Mas a ocasião fez o "ladrão" e as fotografias - estas duas - tratarão de perpétuar o momento e fizeram o seu caminho nas redes sociais, com muitas centenas (bem mais de um milhar, até...) de "likes" e muitas dezenas (bem mais de uma vcentena...) de partilhas.




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

DE QUE CONSTA COSTA?

Foto: TVI

O país anónimo, aquele que se borrifa para o quotidiano político, passa por cima destas questões com aquela leveza das neblinas sopradas por brisas de frescura, nas manhãs de estio.
De repente, quando as nuvens escurecem por alterações na pressão, soam as campainhas de alarme e da indignação, que o país na sarjeta, que o governo lastima que não o entendam, que o mau é muito e que tudo arde em maior ou menor labareda e consumição.
O sintoma é tão mais grave quanto é grave que se perfile no horizonte um governo liderado por Antonio Costa e assente sobre os escombros provadamente incompetentes do PS, sem que ninguém conheça um rascunho de ideia que seja para o país e para os que nele vivem, sem ser às ordens e controle remoto dos donos do dinheiro que não temos.
Diz o vate líder no Largo do Rato que não quer confundir as pessoas nem contribuir para a vozearia e algazarra políticas, cujo resultado é, segundo a sua aparente única certeza, nenhum.
Ora Costa consta, tão só, de uma nulidade a quem o país se prepara para passar um monumental cheque em branco, típico do desespero e do desprezo a que a política é reduzida pelo alheamento dos cidadãos, pelo vómito enjoado da digestão atravessada, da água com gás, das pastilha para a azia, da mão no peito, das palavras de ordem, do rabo sentado na aba do sofá, o não faço e do não aconteço, aos berros, aos murros, aos palavrões e à rotina que castra.
Entre o mau presente e o vislumbre dum castigo, tenha ele as formas que tiver, castigue-se, castigue-se, mesmo que o castigo use uma roupa conhecida, feita de má fibra, de um algodão que não engana, de reles curtimenta, de deficiente cosedura...
Vestiremos até aos buracos que a traça dos dias abrirá, que a falta de competência validará tão (des)incomodamente a cada queixa que se liberte das nossas bocas abertas.
Costa consta disto e do resto que, para não confundir, nem ele sabe.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

GRÉCIA (2)


Tenho acompanhado a evolução da situação na Grécia.
Há muita poluição, misturada com ideologia política em tom serôdio e a grande maioria das análises que tenho lido estão, por isso, inquinadas, seja por deslumbre e excesso, seja por ceticismo e defeito.
Tenho lido sobretudo, euforia em toda a linha, gente em bicos de pés perante a possibilidade de, quem sabe, aparecer uma espécie duo Tsipras - Varoufakis e um Syriza em Portugal, capazes de salvar a pátria apalermada. Olhando para o espectro político nacional, vejo o "Livre" e o que resta do Bloco de Esquerda... O PCP saltou fora do barco, que aquela ortodoxia não se vende por tuta e meia e no PS reina a confusão que se instala quando um navio enfrenta um mar revolto. Tudo decalças nas mãos, uns por medo e outros por emoção.
Mas as análises mais cordatas que tenho lido estão a mostrar que aquela "tesão do mijo" que o Syriza mostrou está a"acalmar" porque o caldo da realidade é demasiado duro e o buraco da sanita parece encolher no fundo da latrina europeia, quando o duo para lá aponta os respetivos pénis e empurra o jato elíptico da urina.
A desgraçada sabedoria dos milénios andados trata de colocar as coisas na sua planura aborrecida. 
Não se fazem canoas sem paus, omeletes sem ovos e, provavelmente, paises sem dinheiro. E a Grécia não o tem. Ponto.
E portanto, não há milagres.
Porque não há santos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

AS COISAS


Apesar de tudo, persistem-me e insistem-me duas vulgares vontades, ainda firmes nos dias que ando:
Ler e ouvir música.
Curiosamente, ou não, são duas atividades que não apelam à companhia, à conversa mole, à vontade de saber e querer saber do que se está a passar.
O meu estado "letárgico", sendo estranho em mim, tem-me trazido mais tranquilidade, quanto mais não seja momentânea, pois que pouco me importuna o cachecol do senhor Varoufakis ou os murros na mesa do outro senhor, o Tsipras, dados na Grécia ou nas secretárias de mogno preto da Comissão Europeia, algo com que muita gente farta desta mole corrente de políticos e executores engravatados e fatiados
     porque enfiados dentro de fatos
nesta altura se vai auto-estimulando em maior ou menor grau, uns desejando que tudo mude mesmo, outros desejando que tudo mude para tudo ficar na mesma, outros juntando as mãos e os dedos numa simetria de espelhos, erguidos aos céus e vaticinando o caos e o apocalipse, engendrados para lá desta ordem em que vivemos num sobressalto manso e localizado quase sempre entre paredes e de rabo no sofá.
Ler - O livro que tenho entre mãos é uma possante "Biblia" de 900 páginas, que de uma forma a roçar o cruel e aqui e ali o sublime, vai desenhando o que é hoje a condição humana, entre o caos e a ordem, a fuga e o comodismo, os valores ou a falta deles com que crescemos, o cada vez maior afastamento face à natureza e de como isso nos embrutece, muito embora
     aparentemente?
nos prepare
     melhor?
para o futuro que se desenha com contornos mais ou menos percetíveis, uma vez que a natureza em estado mais ou menos "puro" ou "conservado", está confinada cada vez mais a pequenos "guettos" que surgem quase como afrontas à modernidade, produtos de pequenas esmolas que a humanidade vai concedendo a si mesma, como se tratasse de obra benemérita, arrancada a ferros ao implacável rumo que nos leva em direção ao
     abismo?
futuro que queremos para o próximo segundo, porque o hoje escalda, o ontem está lá para trás e a aceleração que a vida quotidiana sofre é a mesma que queremos impingir à própria História, olvidando-nos que a aceleração do tempo é a aceleração de nós mesmos.
Música - A (quase) única linguagem que vou suportando, porque a ouço e procuro quando quero, não me é imposta, não me é exigida, não me é cobrada e mantém o seu nível para lá do que se estabeleceu ou alguém estabelece como a norma e a correção.

Nota: Estes textos são idiossincráticos até ao tutano. Não sei se alguém se dá ao trabalho de os ler, pouco me importa se o fazem e ainda menos me importam os rótulos que me vão pondo relativamente a esta exposição tão crua e tão desalinhada.
Mas por eles percebe-se que resistirei a ser mais um bovino ou caprino, disposto a pastar onde me mandam, de palas nos olhos e a seguir, ordeiramente, as "ordens" dadas por pastores reais ou imaginários, cujo objetivo eu desconheço e, seguramente, não é o meu.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O VENTO SOBRE OS CALHAUS

Foto: João Palmela

Saí.
Fui só.
Lá fora tanto vento.
Fui ter com os demais calhaus, na beira-mar onde mais ninguém, nenhum rosto, nenhum corpo, nenhuma voz, apenas os calhaus e eu, fustigados por um tremendo vento e por um mar agitado, soprado pelo mesmo vento de nordeste, seco, sujo, às vezes estúpido porque é um vento de nada, vem aos gritos e nada diz ou revela que não a sua rudeza, o seu som que só é agreste, ofende, abana, levanta pó, transporta securas, um vento esgazeado, sem eira nem beira, que corre teimoso para a frente, sem definição ou objetivo.
Andei sobre os calhaus. 
Vi muitas pedras arredondadas pela teimosia e obstinação do mar, buriladas pela não desistência das ondas que se enrolam e desenrolam sobre si, em busca da perfeição ou apenas na procura da melhor expressão de si mesmas, tentando sem fim ou cansaço que se perceba, escrevendo as mesmas frases como se a mensagem não fosse assimilada por nada nem ninguém. Vi bocados de chão, de casas, de alcatrão, ruinas do tempo que cai aos pedaços, de estradas da Madeira velha, o Calhau-Menor, provavelmente a alma de algumas pessoas que entretanto já não gente e se calhar mais vento do que gente porque aos gritos e ninguém com ouvidos, pedaços seus e da sua vida ali, por entre os calhaus e o seu cinzento redondo, formatado, disforme, conforme o tempo que os fez assim tão monótonos e iguais de condição.
Caminhei só. 
Arrisquei equilibrios, trepei a escarpa, estanquei de cara ao vento, salpicado por espuma bravia de ondas ali quase por baixo dos pés, batendo resolutas contras as rochas, erguendo-se em ousadia para cima destas, revelando-se com a mesma certeza com que depois se reduziam às demais águas, como se a sua vontade se fizesse e desfisesse num desafio sem princípio nem fim, mostrando-se e escondendo-se, subindo e descendo, na exuberância e no acanhamento, a bem dizer a própria existência e a própria condição que nos faz por cá.
Depois voltei para trás.
A escarpa fez terminar a caminhada. 
Fez-se alta. 
Demasiado alta e nela apenas as gaivotas arriscam na sua certeza de asas e voo, enquanto os gritos do vento as empurram torcidas, fora do eixo, cujo voo em luta com a falta de travão da aragem, desenha linhas tortas, quebradas, sem regra e com a direção tropeçada ou mal desenhada por mãos sem afinação, ou sequer propensão.
Por cima dos calhaus, a Madeira nova, o Calhau-Maior onde carros apressados em sentidos inversos, sobre um viaduto que furou a paisagem bruta e rude que nenhum vento domina ou afronta e dentro deles gente. Gente viva, outra provavelmente morta mesmo estando viva e como é Carnaval, alguma gente disfarçada de si mesma, escondida ou escancarada, sempre naquela certeza que apenas cada um sabe e sente, aquela certeza que convence por fora e não convence por dentro, aquela certeza que faz a multidão de calhaus tão igual e tão diferente, tão aos gritos e tão sem dizer nada.
E entretanto, ainda o tanto vento.
Voltei só.
Entrei.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

AS IDEIAS


Estou a atravessar um deserto de ideias e de criatividade.
Por isso, há dias, recomecei a escrever.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O RABO DE MADURO


Esta semana cruzei-me com uma conversa de Café, protagonizada por dois casais de emigrantes madeirenses na Venezuela. Sentaram-se e conversaram sobre o país que por dias deixaram do lado de lá do mar. Pelo que percebi, estavam cá em "férias", mas não se desligaram da realizade venezuelana, a que regressarão em breve.
Falavam do total aperto que se vive naquele país e de como tudo  ou quase tudo lá falta, lançando na antecâmara do caos, uma nação que teria (tudo?) para ser uma potência pelo menos regional, contrariando as ondas de salvação que foram vendidas aos eleitores, em nome de uma "revolução" que urgia fazer,contra tudo e contra todos.
Segundo a conversa, depois confirmada nas notícias, tudo falta naquela terra, destacando-se, incrivelmente, o papel higiénico. 
Fazem-se filas para o comprar, durante dias, com senhas e limites sobre limites. Compra-se uma dúzia de rolos, fica-se com uma parte, vende-se a peso de ouro a outra parte, entre dentes e frases abafadas, a um amigo, vizinho ou transeunte. Há sempre alguém disposto a soltar o dinheiro pedido.
Ouvi a conversa e não pude deixar de me interrogar sobre a higiene do rabo do Presidente Nicólas Maduro, algures no presidencial palácio do regime orgulhosamente bolivariano.
Estará ou não limpo - bem limpo - o rabo de Maduro?

sábado, 31 de janeiro de 2015

GRÉCIA


Não tenho nenhuma declaração em modo de mais-valia sobre o que se passa na Grécia.
Não sou encartado em comentarismo, não me auto-estimulo com catarses político-ideológicas e mantenho distância de nojo da palermice generalizada e raramente pensante, seja ela esquerda, direita, central ou orbital.
Não gosto de arranques bombásticos e hordas de gente a bater palmas de júbilo. Desconfio por princípio e com tendência elástica, embora no caso em apreço registe a nota de mudança, que rompe com o "estabelecido" há décadas. Os gregos decidiram. Ponto.
Mas não olvido que as faturas aparecem sempre no fim.
Prefiro esperar para ver e duvidar sempre. É comodismo, mas é o que consigo dar.
Boa tarde e boa sorte para a Grécia!