quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A CHEGADA QUE É PARTIDA


A chegada.
Alcançou-me hoje as mãos, finalmente, o meu
     primeiro?
livro, pensado e escrito por mim.
Já aqui por diversas vezes aflorei a sua génese e desenvolvimento, mas sendo ele sempre ou um desejo, ou uma abstração, ou um ente em gestação, sempre longínqua, quase metafísica...
Mas hoje toquei-o. Segurei as suas 454 páginas na minha mão. Senti-lhe o peso e o cheiro a tinta e a papel.
Olhei a capa e li o meu nome lá. Estranheza grande.
Escolhi a reação que me mais faz escrever. O silêncio.
Passado o "choque", mal segurei as lágrimas. 
Costumo dizer na brincadeira que é o meu melhor livro e o pior, também. Porque é o primeiro.
Já aqui o disse, também: Não vai ser de fácil leitura.
Não escrevo direito. Não escrevo direto. 
Lateralizo. Interrompo. Retomo. Corto. Acrescento. Prendo. Liberto. Confundo. Clarifico.
Provavelmente, por tudo isto, canso.
Mas afirmo, sem medo de ser presunçoso, que é um livro incomum.
Se é bom, assim assim ou mau, cabe aos que o vão ler essa análise.
Eu só o escrevi.
O primeiro.
A partida.